Sobre Uvas


Sobre Uvas

Os vinhos tintos são originários de vários tipos de uvas, cada região produtora utiliza uvas próprias, de acordo com o solo, insolação, quantidade de água etc…

Antes haver a decisão da plantação de quais uvas ,cabe em primeiro lugar analisar o Terroir da região ( Conjunto de fatores benéficos que favore o desenvolvimento das casta ,que são Solo,clima,uvas ideais e as técnicas do cultivo do homem .

Na verdade, o processo de escolha de determinada uva, passa pelo aprendizado cotidiano de gerações, identificando na tentativa e erro a melhor escolha.

Lógico, que na atualidade, os processos industriais de produção de vinhos, já parte de um sem número de variáveis controladas, e a produção artesanal perde espaço para critérios científicos e comerciais muito mais fortes.

Vamos detalhar algumas variedades de uvas e suas características básicas.

 As Variedades de Uvas

Principais Cepas tintas

Cabernet Sauvignon: Grande e Ousada.

São feitos mais vinhos de qualidade com Cabernet Sauvignon do que com qualquer outra cepa tinta.

Original da margem esquerda de Bordeaux, ali alcança sua expressão máxima em vinhos bem estruturados, elegantes e de bom envelhecimento.

Hoje a Cabernet Sauvignon é a varietal mais cultivada em Bordeaux, na região de Médoc onde é considerada a sua melhor região.

Espalha-se pelo sul da França, Espanha, Portugal, Itália e atravessa o Atlântico chegando ao novo mundo, Califórnia, Argentina, Chile e Brasil. Se apresentam também na África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

É bastante cultivada, além da França e Estados Unidos, em outros países como África do Sul, Austrália e Chile.

Foi bem sucedida no Vale do Napa, na Califórnia, onde produz vinhos acessíveis que explodem em frutas maduras.

A Cabernet Sauvignon é uma casta de fácil manejo agrícola, a videira se adapta facilmente aos mais diferentes tipos de solos e climas, a exceção dos extremos, quente ou frio, que não são bons a nenhuma vitivinífera.

Sendo a varietal mais cultivada no mundo da qual é produzido o maior volume de vinho o que o torna o mais consumido.

Por tudo isso a Cabernet Savignon é considerada a rainha das uvas.

Característica da uva: de amadurecimento tardio apresenta frutos escuros e pequenos, pele grossa e pouca poupa, características que asseguram condições para a produção de um grande vinho.

Seus vinhos: os vinhos dessa cepa são longevos, degustar um cabernetsauvignon com menos de três anos é uma lástima, todavia há muitos vinhos jovens e baratos no mercado com a denominação cabernet sauvignon, na sua grande maioria é composição com outras varietais (cortes), apesar de não constarem em seus rótulos, mas os tornam prontos para serem consumidos jovens.

A uva Cabernet Sauvignon dá origem a vinhos bem estruturados e de tons profundos,com sabores de cassis,menta e pimenta-verde. Amadurecidos em carvalho, sugem como baunilha e cedro.

Os vinhos com amadurecimento em barris de carvalho são fortes, estruturados, encorpados e complexos.

Esse processo começa no manejo agrícola quando é reduzida a produção, não ultrapassando a 15 toneladas por hectare

Nos tintos clássicos, é combinada com Merlot e Carbernet Franc..

É a uva mais conhecida internacionalmente, amplamente utilizada na região do Medoc (Região de Bordeaux), possui aromas marcantes e são ricas em tanino.

Harmonização: A grande variedade de vinhos que tem como base a cepa Cabernet Sauvignon torna a harmonização fácil ou extremamente complexa sendo necessário examinar previamente cada produtor e as características de seus vinhos, destacamos dois tipos: os varietais jovens, estruturados e aromáticos são perfeitos, harmonizam com praticamente todas as culturas culinárias enquanto os varietais reservas, com estágio em barris de carvalho, são complexos e buscam mais sofisticação dos pratos e molhos.

Malbec

Uva Malbec, originária de Cahors, na França e bem adaptada ao terroir argentino, notadamente Mendoza, uva dominante na Argentina e em alguns países da América do Sul.
Produz tintos de cor forte, levemente encorpados e com taninos intensos. Aromas variados, predominando frutas e condimentos.

Malbec, uva Francesa e principal variedade da região de Cahors, também presente em Bordeaux, encontrou condições excelentes na Argentina, onde produz vinhos frutados, muito macios, de bom corpo, cor escura , levemente encorpados e com taninos intensos. para ser consumido ainda jovem, também muito usado em bordeaux para fazer corte.

Pela singularidade e qualidades que alcança nos solos de Mendoza, o Malbec é a variedade emblemática da Argentina e o referente importante a nível internacional.

Cepa versátil, com a qual é possível elaborar vinhos jovens, rosados, espumantes e também exemplares aptos para prolongadas guardas.Na sua cor se destaca o vermelho intenso, os matizes violáceos e azulados, especialmente quando é jovem.

Para reconhecê-lo pelos seus aromas haverá de lembrar o cheiro das ameixas muito maduras ou das geleias de amora ou ginja.

Na boca, o vinho se expressará em todo seu esplendor; se é jovem, apenas uma agradável aspereza impressionará o palato; se já tem alguns anos, será um vinho maduro, de grande complexidade.

Seu romance com a madeira aportará aromas e gostos a chocolate, baunilha, couro e café.

Outras dicas para reconhecer um Malbec: é um tinto generoso, equilibrado e apaixonado à vez, decididamente nosso e para o mundo.

É tempo de descobri-lo e comprová-lo pessoalmente.

Carmenère: de extinta à grande estrela da viticultura chilena

A uva carmenère tem uma história bonita e interessante.

Carménère é uma casta de uva, originalmente da região do Médoc (Bordéus, França), onde era usada para a produção de vinhos tintos intensos e ocasionalmente para mistura de modo semelhante à casta Petit Verdot. Os cachos dessa cepa possuem frutos que variam entre os tamanhos pequeno e médio e cores que tendem ao preto azulado. Na Europa, as videiras desta variedade foram dizimadas por uma praga e substituídas por outras castas mais resistentes.

Atualmente, é exclusiva do Chile.

Julgada extinta, foi redescoberta em 1994 no Chile por um ampelógrafo francês, chamado Jean-Michel Boursiquot, que notou que algumas cepas de Merlot demoravam a maturar.

Os resultados de estudos realizados concluíram que se tratava na realidade da antiga variedade de Bordeaux Carménère, cultivada inadvertidamente, misturada com pés de Merlot.

Levada por engano aos vales vinícolas chilenos, a Carménère se adaptou ao clima agradável e aos solos férteis obtendo êxito ao ponto de ser considerada uma das uvas mais importantes do Chile por sua qualidade e sabor excepcional.

É no Vale do Colchagua onde está seu maior cultivo, que se mantém restrito ao Chile devido à fragilidade da cepa, que sobrevive graças ao bom clima e solo, mas sobretudo, ao isolamento físico e geográfico criado por barreiras naturais como o Oceano Pacífico, oDeserto do Atacama, a Cordilheira dos Andes e as águas frias do provenientes do Polo Sul, que protegem essa região de pragas.

Os vinhos produzidos a partir da cepa Carménère possuem cor vermelha lilás, bastante profunda, aromas de frutas vermelhas, terra umidade e especiarias com notas vegetais que vão se suavizando na medida em que a uva amadurece na própria planta.

Os taninos são mais amigáveis e suaves que os do Cabernet Sauvignon. Notas vegetais tornam-no porém menos elegante que um Merlot. Faz um vinho de corpo médio, fácil de beber e que deve beber-se jovem, quando apresenta sabor persistente que tente ao gosto de framboesa madura e beterraba doce.

Pinot Noir: Suave e sedosa.

A Pinot Noir gera alguns dos melhores vinhos do mundo – tintos medianamente encorpados de aromas perfumados que evoluem com a idade.

É uma cepa instável que exige clima frio, poucos frutos e muito cuidado no vinhedo. Seu lar é a Borgonha, mas também é bem sucedida no Oregon, Estados Unidos, e na Nova Zelândia.

Os vinhos do novo mundo são mais confiáveis do que seus equivalentes franceses, ainda que raramente atigem o mesmo patamar. A Pinot Noir também é usada no champanhe e em outros espumantes.

Também é bastante cultivada na Austrália, Alemanha e Itália.

A Pinot Noir dá origem a vinhos com sabores de frutas tropicais quando jovem.

O envelhecimento em carvalho dá dimensão abaunilhada cremosa. com a idade se desenvolvem os aromas de caça e trufas.

Uva da região de Borgonha, produz vinhos levemente adocicados, pouco agressivos, ligeiramente ácidos, de coloração rubi claro. Combinam com aves, peixes e massas.

Syrah/Shiraz: Potente e Condimentada.

A uva Syrah , tinta, é proveniente do Caucaso, e talvez a u va vinifera mais antiga do mundo. O nome Shiraz – outra denominação usada para esta uva – vem da cidade de Shiraz (Irã), onde era muito cultivada na antiguidade. Trazida para o Ocidente, se deu muito bem principalmente no sul da Borgonha e na Provence (França). Hoje é a casta principal dos Côtes-du-Rhône, do famoso Chateauneuf-du-Pape, e dos Côtes-de-Provence. Fora da França produz bons vinhos varietais, mas que muitas vezes podem pecar pelo excesso de acidez e taninos.

De tão bem que ela se deu na Austrália, ela é hoje a uva nacional do país, conhecida como Shiraz. Além da Austrália, ela hoje ganha destaque na África do Sul e na Austrália, sendo a uva que dá o famoso Grange.

Seus vinhos costumam ter um tom vermelho bem intenso, com bons taninos, e podemos encontrar aromas de ameixa, amora, cereja e cravo.

Na França esta cepa é conhecida por Syrah e produz vinhos tintos com estrutura, perfumados e de bom envelhecimento na região do Rhône. É também cada vez mais cultivada no sul da França, onde em geral é encontrada em mesclas.

Mais conhecida por Shiraz no novo mundo, é responsável por alguns dos vinhos mais profundos e desejados da Austrália, particularmente dos vales de Barossa, Hunter e McLaren.

Ali o clima quente gera um vinho mais maduro e intenso que causa ótima impressão.

A Shiraz também é combinada com Cabernet Sauvignon em vinhos autralianos mais cotidianos. Fora da França e da Austrália, vemos tanto “Syrah” quanto “Shiraz” nos rótulos – a grafia escolhida dá uma idéia do estilo.

Portanto, a Syrah francesa, que tem coloração profunda e encorpada, tem notas de frutas negras, pimenta e borracha queimada. A australiana produz um vinho mais maduro e intenso.

Uva rica em Tanino, produz vinhos encorpados e fortes, o aroma lembra especiarias.

Pode ser bem harmonizado com carnes vermelhas em molhos espessos, embutidos e outros defumados, com queijos artesanais promove uma harmonização ideal, principalmente naqueles picantes ou de presença marcante.

Merlot: Suave e suculenta.

A Merlot é proveniente de Bordeaux, onde é mesclada com Cabernet Sauvignon e Franc.

É nos vinhos de Pomerol e St-émilion, na margem direita de Bordeaux, qua a Merlot dá espetáculo.

Cepa dominante nas mesclas, produz tintos sedosos e com nuanças de ameixa que duram décadas. Em outras partes do mundo, a Merlot é popular como varietal.

Taninos suaves e sabores carnosos são característicos da Merlot californiana, ainda que alguns dos melhores exemplares também saibam envelhecer.

O Chile adotou essa cepa, produzindo vinhos leves e fáceis de tomar.

Os vinhos originados da Merlot são suaves e além de sabor de ameixa podem lembrar frutas negras e, os de Bordeaux, possuem caráter terroso. Envelhecido em carvalho, pode ter notas cremosas e abaunilhadas.

Uva muito utilizada na região de Bordeaux, de forma independente ou combinada com a Cabernet Sauvignon, os vinhos produzidos com essas uvas possuem aromas de frutas vermelhas e especiarias, são mais delicados e podem harmonizar com aves e alguns peixes, como o Salmão e truta.

Principais Cepas Brancas

Chardonnay: Cheia e saborosa

Cultivada em muitos países, a Chardonnay é a cepa branca mais popular do mundo e considerada a melhor em termos da qualidade do vinho produzido. É a principal uva branca da Borgonha e tem um papel fundamental no champanhe.

Ela tende a produzir um vinho branco bem encorpado e seco, mas seu sabor varia drasticamente do adstringente e metálico ao intenso e tropical dependendo de onde é cultivada e das técnicas de vinicultura empregadas.

As de sabor mais intenso vêm da Califórnia, do Chile e da Austrália. Em climas frios surgem sabores de frutas verdes, passando a frutas tropicais em regiões mais quentes. Muitas vezes usa-se carvalho.

Produz vinhos frutados, leves e agradáveis. Harmonizam com saladas e legumes, peixes, frutos de mar e aves.

Riesling: Rica e Azeda

Muitos consideram a Riesling a melhor cepa branca do mundo.

Ela tipicamente produz um vinho leve e perfumado de acidez vivaz, brilhante e aromático, com níveis alcoólicos relativamente baixos.
Ela abrange uma ampla gama de estilos, do seco duro e mineral ao doce sensual e extremamente frutado, e raramente é envelhecida em carvalho.
A Alemanha cultiva mais Riesling do que qualquer outro país e é responsável por muitos dos exemplares mais surpreendentes. Essa cepa também é essencial na Alsácia e vem ganhando terreno na Austrália, na Nova Zelândia e nos Estados Unidos.
Riesling é uma casta de uva branca da família da Vitis vinifera, originária da região daAlsácia, França, Alemanha e Áustria. Produz vinhos de alta qualidade. Possui também a espécie Vitis Riesling Rosae, mais chamada de Uva Rosada, usada na produção de vinhos rosé.
Variedade de elevada acidez e personalidade marcante, a Riesling Renana, como é conhecida, apresenta melhor desempenho quando não tratada em barris de carvalho. Seus vinhos apresentam potencial de envelhecimento de longo prazo, fator que lhe garante uma vívida acidez e aroma frutado. Além disso, a variedade da uva Riesling apresenta grande adaptabilidade a climas quentes ou frios, sendo mais destacada que a Sauvignon neste quesito. Resulta em vinhos ricos e doces quando da ação de um fungo benéfico no processo de vinificação, denominado de Botrytis cinérea, responsável pela produção da chamada “podridão nobre”.
O Riesling jovem tem sabor de lima, damasco e maçã. Com a idade podem-se desenvolver aromas de querosene e condimentos. Os adocicados exalam tons de mel e marmelada.
É uma Uva típica dos vinhos francesas das regiões do norte de da Alemanha.
Os vinhos são de sabores e aromas cítricos, secos e muito frescos.
Harmonizam com peixes, receitas condimentadas e saladas.

Sauvignon Blanc: Aromática e Viva

 Cepa seca, viva, intensamente aromática e com marcada acidez, a Sauvignon Blanc viveu recentemente um surto de popularidade.

O vale do Loire é seu lar, produzindo vinhos brancos medianamente estruturados e incrivelmente cítricos.
Muito cultivada em Bordeaux, é cada vez mais empregada como varietal, sendo também mesclada com Sémillon nos vinhos brancos secos e doces da região.
Marlborough, na Nova Zelândia, produz as expressões mais potentes e aromáticas da Sauvignon Blanc, com sabor vibrante de frutas exóticas. É as vezes envelhecido em barris de carvalho em Bordeaux e na Califórnia (quando tende a ser chamada de Fumé Blanc).
As frutas cítricas, como a maçã verde, são os sabores típicos da Sauvignon Blanc, junto com pimenta verde e urina de gato. Na Nova Zelândia são tradicionais os sabores de frutas tropicais.O carvalho tende a apagar esses aromas distintivos. Origina vinhos frutados de sabor intenso e geralmente secos, ideais para harmonização com pratos orientais e peixes de uma forma geral. Muito produzida na região de Bordeaux.

Sémillon: Versátil e variada

A Sémillon não é das cepas mais conhecidas, mas não deve ser subestimada.
É a principal uva empregada nos lendários vinhos doces de Sauternes, em Bordeaux, onde seus sabores complexos, concentrados e sensualmente adocicados se combinam à elegância ácida da Sauvignon Blanc.
Com essa mesma cepa, a Sémillon muitas vezes é fermentada em carvalho nos brancos secos cada vez mais populares de Bordeaux. Ela também faz vinhos admiráveis no Vale do Hunter, na Austrália.
Produzidos sem o uso de carvalho, são vinhos leves e cítricos quando jovens, mas desenvolvem deliciosos aromas tostados com a idade.
A Sémillon está presente em vinhos de diversos estilos, mas os sabores mais comuns incluem cera, mel, geléia de laranja e torrada queimada.
Uva colhida de forma tardia, origina os vinhos adocicados, próprios para doces e na finalização das refeições.

Podem ser harmonizados com foie gras, na forma de patês ou em grelhados variados, bem como queijos fortes e sobremesas.

Nebbiolo

Produz vinhos clássicos, bem estruturados, aromas frutados e florais, com o envelhecimento adquire aromas de alcatrão e trufas. Origem dos vinhos Barolo e Barbaresco.
Nebbiolo é uma grande uva tinta da família Vitis vinifera, originária do noroeste da Itália, região do Piemonte. A partir da nebbiolo são fabricados os vinhos vinhos de grande prestígio como o Barolo e Barbaresco, entre outros. Ao lado da sangiovese e barbera, a nebbiolo é uma das mais importantes uvas da Itália.
A nebbiolo, assim como a cabernet sauvignon, possui taninos elevados, o que favorece a produção de vinhos de grande longevidade.
O Barolo é produzido com 100% da uva nebbiolo. Tem 13% de álcool e envelhece dois anos em madeira. É um vinho bastante estruturado, complexo, de grande corpo, perfumado e de longa guarda.
Também oriundo da região, o Barbaresco possui 12,5 % de álcool e envelhece apenas um ano em madeira.
Barbera
Rivaliza com a uva Nebiollo na origem geográfica, no entanto, produz vinhos tintos de médio corpo, menos estruturados e com taninos leves.

Aromas de frutas vermelhas, especiarias e condimentos.

Sangiovese

Uma das uvas mais cultivadas da Itália, produz vinhos encorpados, levemente ácidos com aromas de cerejas ameixa e ervas secas. Origem dos vinhos Brunello e Chianti
A Sangiovese é uma uva tinta da família da Vitis vinifera que também é referida pelas seguintes denominações: Sangiovese Grosso, Brunello, Uva brunella, Morellino,Prugnolo, Prugnolo Gentile, Sangioveto, Tignolo e Uva Canina.
Em geral se fala Sangiovese, mas na realidade este termo define um grande número de variedades (ou clones) nas quais se diferenciaram no curso dos séculos e nos diversos territórios.
Na Toscana ela se distingue em duas grandes famílias: a Sangiovese Piccolo usadas em grande parte da região e a Sangiovese Grosso, que compreende entre outras variedades a uva Brunello, usadas na produção do vinho homônimo e a Prignolo Gentile, usadas na produção do vinho Nobile di Montepulciano.
Apesar de poder ser encontrada em varietais, como o Brunello di Montalcino, é usualmente empregada em assemblage com outras cepas.
É a principal uva utilizada nos vinhos Chianti, Brunello di Montalcino, Rosso di Montalcino, sendo também utilizada nos cortes dos “Super Toscanos”, todos eles produzidos na região da Toscana, Itália.
A Sangiovese experimentou grande popularidade nesses últimos anos também na Califórnia, graças ao sucesso internacional dos “Super Toscanos”.
Do Napa Valley ele se difundiu pelas melhores regiões vinícolas californianas, desde Sonoma County a San Luis Obispo.

Tempranillo

Uva muito utilizada na Espanha, produz vinhos encorpados, ricos em tanino e com aromas de framboesa e especiarias. Tempranillo é uma casta de uva tinta da família da Vitis vinifera, uma das castas mais conhecidas da Península Ibérica.

Originária do norte da Espanha, também é muito cultivada em Portugal, onde é geralmente conhecida como Aragonez, ou Tinta Roriz na região do Douro.

Ull de Lebre, Cencibel e Tinto del País são outros nomes que aparecem para a uva Tempranillo em vários lugares.

É uma casta muito adaptável a diferentes climas e solos, por isso o seu cultivo tem aumentado e alargado para outras regiões, sobretudo para o Dão e Alentejo, onde se adaptou particularmente bem, mas também para regiões como o Ribatejo e Estremadura.

As condições ideais de cultivo são os climas quentes e secos, para que a produção seja menor e os bagos mais concentrados. Esta casta origina vinhos de elevado teor alcoólico, de baixa acidez e indicados para envelhecer, sendo muito resistentes à oxidação. É a maior constituinte dos melhores Riojas bem como vinhos de Ribera del Duero(Espanha).

Tem um nariz de couro macio e pode ter gosto de morangos maduros. Tempranillo leva este nome da palavra espanhola temprano, que significa cedo, e sua maior vantagem é que amadurece logo.

Mostra o seu melhor quando acrescentada a outras variedades.

Uvas Caladoc

Caladoc é uma uva vermelha resultante da mistura entre a Grenache e a Malbec.

O objetivo do INRA (instituto francês de pesquisa do vinho), era produzir uma espécie que fosse semelhante ao Grenache, mas mais resistente, evitando a queda das flores da videira.

O vinho Caladoc é aromático e rico em tanino, lembrando mais o Grenache do que o Malbec.

É produzido em pequena quantidade, especialmente na região da Provence, França.

Uva Camarate ou Mortágua e Castelão Nacional.

Uva tinta Portuguesa também conhecida como Mortágua e Castelão Nacional.

E tem outros tipos de uvas.

Em breve inserimos mais matérias .